O PROCESSO CRIATIVO DE LINDANOR CELINA
Palavras-chave:
literatura paraense, etnografia literária, literatura etnográfica.Resumo
Esse texto tem o objetivo de refletir sobre elementos do processo criativo da obra literária de Lindanor Celina observados no contato pessoal em que ela os explicitava, assim como na consulta aos seus livros, em particular "Menina que vem de Itaiara", marco de lançamento de sua carreira de escritora, "Breve sempre", "Diário da Ilha", "Eram seis assinalados" e em trechos de "Pranto por Dalcídio Jurandir", em que ela declara aspectos substanciais da sua elaboração romanesca e cronística. O carater ficcional da produção de Lindanor Celina revela apropriações feitas do mundo concreto, demonstrando que sua literatura se constitui de um jogo em que o risco de ser cobrada por pessoas retratadas em seus livros e paisagens era uma possibilidade real. A declaração de que "qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência", presente em muitos textos de autores vários - à la Lindanor estão presentes em Afonso Contínuo, santo de altar, Eram seis assinalados e Para além dos anjos - , não deixa dúvidas de que esse escrúpulo mais denuncia a realidade do que a coincidência. Tratamos disso nesse artigo utilizando tanto a própria lavra da Lindanor Celina, quanto em prefácios e comentários feitos por críticos reconhecidos e qualificados que estão nas contracapas e orelhas de seus livros, como em registros feitos em visitas periódicas e frequências à sua residência em Clamart, no banlieu parisiense, entre 1993 e 2003, pouco antes do seu falecimento.Downloads
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22/11/2017
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Artigos